domingo, 1 de novembro de 2009

PILATES: ESSENCIAL PARA QUEM TEM ESPONDILITE ANQUILOSANTE

A Espondilite Anquilosante (EA) (spondylos-vértebra; ankylos-enrijecimento) faz parte de um grupo de doenças conhecidas como espondiloartropatia. Trata-se de uma doença reumática inflamatória sistêmica crônica que acomete principalmente a coluna vertebral (sobretudo, as sacroilíacas) e grandes articulações periféricas (ombros e quadris). Pode ocorrer lesão das articulações sinoviais e dos ligamentos adjacentes, entesites (inflamação da entese - local em que um tendão ou ligamento se liga ao osso) e/ou fusão bilateral da articulação sacroilíaca, conduzindo à uma limitação de movimentos progressiva e invalidez.
Essa doença é autossômica dominante não ligada ao sexo. Possui incidência maior em caucasóides e do sexo masculino. Geralmente a doença se dá entre os 15 até os 30 anos de idade, porém pode ocorrer em qualquer idade. Já em negros a incidência é rara.
A forma juvenil, costuma cursar inicialmente com artrite periférica (predominante em grandes articulações de membros inferiores) e entesopatias periféricas (notadamente em inserção de tendão aquilino e fáscia plantar), evoluindo somente após alguns anos com lombalgia de ritmo inflamatório; costuma ter curso evolutivo mais agressivo, necessitando com maior freqüência de próteses de quadril.
Normalmente a EA instala-se de modo gradual sob a forma de dor e rigidez da articulação afetada. O sintoma inicial mais característico do paciente espondilítico costuma ser a dor lombar baixa de ritmo inflamatório, que tende a melhorar com o movimento e piorar com o repouso, apresentando rigidez matinal prolongada. Por vezes, o indivíduo também se queixa de dor nas nádegas e face posterior da raiz da coxa.
A evolução costuma ser ascendente, acometendo posterior e progressivamente as colunas dorsal e cervical. No início do quadro, predomina a dor axial intensa, na evolução, também aparecem o espasmo muscular paravertebral e as limitações funcionais, que contribuem para o desenvolvimento, caracterizada pela retificação da coluna lombar, acentuação da cifose dorsal e retificação da coluna cervical projetada para frente. Sintomas gerais como febre (muitas vezes alta), fadiga, mal estar geral ,perda de peso, e anemia tamb´m podem estar presentes. Muitos casos permanecem assintomáticos durante anos, podendo até ser somente diagnosticados em fase posterior da vida.

A causa da doença ainda não está bem determinada mas está bem identificado um factor genético, parece haver uma tendência familiar, havendo no entanto outras causas que contribuem para o aparecimento da doença.

Um diagnóstico tardio é comum porque os sintomas são semelhantes às doenças comuns da coluna, tais como dores posturais, traumática ou psicossomáticas. Para o diagnóstico de EA é necessária a presença de um critério clínico e um critério radiológico. Pode ser inclusos exames laboratoriais que se resume à verificação da elevação das provas de atividade inflamatória inespecíficas associadas à atividade da doença. As radiografias das articulações sacroilíacas e da coluna podem revelar sinais da doença, mas nas fases iniciais as imagens obtidas por raios X podem ser normais.

O tratamento da EA, na maioria dos casos, é constituído por antiinflamatórios, miorelaxantes e fisioterapia. O paciente espondilítico apresenta geralmente um intenso espasmo muscular paravertebral, necessitando do uso de relaxantes musculares diversos. Além do tratamento medicamentoso, o exercício físico está na base do tratamento - aliviar a dor e a rigidez -, são essenciais, especialmente se iniciados precocemente e de modo constante, pois é importante a manutenção da flexibilidade e tonicidade muscular. Aconselha-se a sua prática diária e treino de postura a todas as pessoas com espondilite anquilosante. Os doentes devem evitar períodos longos de imobilização. O exercício físico praticado regularmente, ajuda a manter a mobilidade e a flexibilidade da coluna vertebral sem esforço para o corpo. A ausência dos exercícios acarretará em uma crescente incapacidade, que vai se tornando permanente.

O PILATES vem sendo muito indicado pelos reumatologistas para esses e outros casos, já que o método abrange todo o estímulo físico que o portador necessita e assim, os praticantes de PILATES com EA apresentam excelentes resultados. O PILATES respeita e corrige o padrão postural do aluno, independente do objetivo principal, além de ter como base de todos os exercícios, a respiração simultânea à contração da parte central do corpo (CORE) o que é extremamente importante no caso de EA à condução do tratamento com segurança.
Ainda, o profissional de PILATES qualificado irá se atentar aos depósitos de tecidos fibrosos resultantes das constantes inflamações, assim, mantendo uma conduta a fim de evitar a restrição dos movimentos. Assim, o método, além de ajudar a aliviar a dor, também pode minimizar deformidades, mobilizar as articulações que foram afetas e reassumir a forma física.

Porém, apesar de o Pilates ser uma ferramenta extraordinária, o profissional precisa saber como utilizá-la. Por isso, procure sempre um profissional de Pilates qualificado.

2 comentários:

  1. ola gostaria de saber sse uma pessoa com paralisia cerevbral pode fazer pilates. Ele anda e tem mais dificldade nos mebros inferiores, já nas mãos tem uma força tremenda. obrigada Fatima Pinheiro.

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  2. guilherme monteiro7 de novembro de 2011 11:17

    oi tenho dores no calcanhar, o exames que fiz mostraram que eu tenho tendinite degenerativa do tendão de aquiles; mas agora estou sentindo dores nas costas pode ser EA.

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